Arquivo de maio de 2010

Frase do dia

sexta-feira, 28 de maio de 2010

“Aprendi na escola da vida que devemos falar baixinho da nossa felicidade, pois a inveja faz vigília até nos lugares mais seguros”.

Rita de Cássia Andrade

Uma paixão…

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Arnaldo Antunes

O compositor Arnaldo Antunes que também é poeta, músico, escritor, ator e performático multimídia, define as palavras como obra de arte, história, brinquedo e até peças de decoração. Elas estão em sua residência na porta da geladeira como imãs, na parede, nos espelhos, nos quadros, nas almofadas. E diz, “Elas são uma paixão. Gosto da materialidade da escrita e também do lado lúdico, brincalhão. Por isso convivo com palavras em todos os lugares.”

Concordo plenamente a linguagem escrita é muito fascinante mesmo, pois através dela podemos eternizar as nossas emoções, expressar os nossos sentimentos, materializar as nossas idéias, e também utilizá-las como um alívio de energias pesadas.

Mas as palavras nem sempre são bem decifradas, submetendo o autor da escrita a universo de interpretações e críticas. Mas pior que isso é privar-se de escrever, não exteriorizar as nossas alegrias, tristezas, o nosso estado de ânimo ou variação do espírito. Mas existem pessoas que muitas vezes preferem o silêncio a escrita, o laconismo a expressão mais fluente, pois é através do uso da palavra articulada ou escrita que, em geral, o homem se revela.

Além disso, temos a linguagem do olhar, do sorriso, corporal, gestual, artificial, cognitiva, denotativa, simbólica, visual e afetiva. A linguagem afetiva é a que exprime sentimentos e emoções que uma pessoa experimenta ou deseja provocar na alma da outra. E nesta, particularmente,  deve existir todo cuidado, principalmente quando buscamos compreender certas atitudes repentinas do interlocutor, suas mudanças de comportamento  diante de colocações  despretensiosas. E aí se fica difícil o diálogo, talvez seja o caso de se dizer: ensine-me o enigma do silêncio, e não direi sequer uma palavra, mesmo que isso me custe a renúncia de  uma UMA PAIXÃO.

Rita de Cássia Andrade

Décio Freire – Cidadão honorário do Rio de Janeiro

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O advogado mineiro  Décio Freire do escritório Décio Freire & Associados, com unidades espalhadas por quase todo o Brasil, como Belo Horizonte, São Paulo,  Rio de Janeiro, Brasília, Vitória, Recife, Manaus, Teresina, Juiz de Fora, Uberlândia e Governador Valadares, e ainda com uma unidade no exterior em  Washington DC, será homenageado na cidade maravilhosa, em data de 10 dia junho próximo, com o título de cidadão honorário da cidade do Rio de janeiro.

Um  justo reconhecimento pelo  brilhante trabalho que vem desenvolvendo naquela capital,  pois o seu escritório é um dos mais requisitados do país, classificado atualmente, em quinto lugar, conforme Análise Setorial da Advocacia.

O Dr. Décio é uma pessoa muito fiel às suas amizades, e todos os seus momentos de alegria faz questão de partilhar com os amigos;  por isso desde já agrademos o honroso convite que nos foi enviado.

Lya Luft

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Lya Luft 

A renomada escritora gaúcha Lya Luft, publicou no decurso de 30 anos de sua bem sucedida trajetória, duas dezenas de títulos. Mas não para por aí. No dia 13 de maio, na capital paulista, ela lançou mais uma obra de arte: “Múltipla escolha”.

O livro analisa situações do cotidiano, apresentando dicas para o leitor refletir intensamente sobre as escolhas que toma ao longo da vida e, principalmente sobre os enganos. A escritora Lya sempre teve a capacidade de transpor para o papel, com tintas de seu talento, as mais variadas experiências vividas nas relações humanas.

Ao navegar pela Internet, nas madrugadas prazerosas de reflexão e trabalho, deparei-me com texto de sua autoria que ora transcrevo:

(…) Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar. Olhe-se no espelho…

É como costumo dizer: O que esculpe a nossa alma são as ações que praticamos. Somos aquilo que pensamos e fazemos.

Rita de Cássia Andrade

Idéias de Maquiavel

terça-feira, 25 de maio de 2010

Maquiavel tinha uma visão pessimista acerca da natureza humana, traduzindo em sua obra que o homem é mau, carregado de ambições e de desejos que busca, a todo custo, satisfazer.

Maquiavel viveu no período renascentista , mas sua obra ultrapassa as fronteiras florentinas e até hoje influencia gerações mundo afora. As idéias do gênio ainda circulam entre nós como qualquer outra, partilhando dos aspectos políticos, geográficos, artísticos e culturais, assim  como nos demais habitantes do planeta. Mas ousamos discordar do seu “Pessimismo Antropológico”, pois na nossa modesta visão o  homem não é mau, é apenas um ser que vive em meio a um mundo cheio de conflitos  e  contradições,  sempre em  busca do bem estar, da satisfação e  da felicidade,  e nessa constante busca, seja através do  poder, em suas variáveis formas,  da riqueza ou do  sexo,  termina se equivocando naquilo que é mais essencial. O homem vive em um mundo de expiação, sofrimento, dor e alegria. Não diria que o homem é mau, apenas um ser em constante   evolução, uns em nível  mais elevado,  outros não…

Rita de Cássia Andrade

Reencontro de amigas em João Pessoa

terça-feira, 25 de maio de 2010

Maria Berenice Dias e Rita de Cássia Andrade

O que toca e me toca…

segunda-feira, 24 de maio de 2010

 Titãs

PORQUE EU SEI QUE AMOR

Porque eu sei que é amor
Eu não peço nada em troca
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nenhuma prova

Mesmo que você não esteja aqui
O amor está aqui
Agora
Mesmo que você tenha que partir
O amor não há de ir
Embora

Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
E eu peço somente
O que eu puder dar

Porque eu sei que é amor
Sei que cada palavra importa
Porque eu sei que é amor
Sei que só há uma resposta

Mesmo sem porquê eu te trago aqui
O amor está aqui
Comigo
Mesmo sem porquê eu te levo assim
O amor está em mim
Mais vivo

Porque eu sei que é amor

Composição: Sérgio Britto e Paulo Miklos

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A revolução feminina…

domingo, 23 de maio de 2010

A Edição VEJA ESPECIAL MULHER,  deste mês de maio conseguiu traçar uma linha evolutiva de quatro décadas do comportamento feminino, fazendo um comparativo com a edição número 10 da revista REALIDADE, “Edição Especial - A mulher brasileira, hoje”, com data de capa de janeiro de 1967, a qual foi tirada de circulação por ordem judicial, por considerar que continha algumas reportagens obscenas, e profundamente ofensivas à dignidade e à honra da mulher, especialmente por retratar um parto normal em Bento Gonçalves no Rio Grande do Sul.

A edição  atual mostra pesquisas exclusivas sobre as quatro décadas de mudanças de comportamento e conquistas da mulher, a sua condição de mãe e profissional, as mudanças de comportamento sexual com a chegada da pílula, as alterações hormonais e seus reflexos no cotidiano, a variação do nível de felicidade no casamento, a igualdade de direitos,  e os fatores de sua realização . Enfim, trata-se de uma pesquisa muito rica que tenta desvendar fascinante detalhes sobre a atuação das mulheres no Brasil na virada do século XX, que resultaria hoje com duas mulheres na disputa pela Presidência da República.

Contudo sabemos que no dia-a-dia alguns tabus e preconceitos ainda são resistentes. Assim como a submissão por parte de muitas mulheres ao machismo, não apenas nas classes C, D e E, mas em todas as classes. As mulheres continuam sendo vítimas de assédio sexual,  assédio moral no ambiente de trabalho, de agressões físicas e constrangimentos emocionais no seio doméstico e fora dele. Enfim a violência contra a mulher cresce de forma assustadora, sendo ela o principal alvo de estupros, assassinatos,  e toda sorte de maus tratos.

A VEJA, cita como exemplo de notícia animadora o caso da estudante Geisy Arruda, a moça do vestido curto,  que foi perseguida dentro da faculdade em que estudava por uma turba enfurecida e, depois de sair sob proteção policial, foi expulsa. “Pareceu que tudo continuava na mesma”, diz . Mas desta vez, não só as mulheres saíram em defesa da jovem, mas também os órgãos institucionais como Secretaria da Mulher e o Ministério da Educação, OAB e toda a imprensa escrita, falada e televisada, que demonstraram profunda repulsa ao  nefasto  incidente,  resultando no retorno da estudante à faculdade , sem prejuízo do direito de ação por danos morais contra  o órgão de ensino.

Enfim, para as mulheres herdeiras  e partícipes  dessa revolução, tudo ainda é muito estranho e complexo, pois apesar das conquistas alcançadas, permanece uma angústia no mais profundo esconderijo de sua essência, que nem a Revista REALIDADE de 1967, nem a VEJA de 2010 puderam retratar com perfeição.

Como mulher, eu peço PAZ.

Rita de Cássia Andrade

 

“As relações amorosas ainda são um mistério”

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dr. Mehmet Oz

O médico astro da TV americana, Mehmet Oz, consultor em diversos programas de televisão, e que integrou a lista dos mais influentes das Revistas Time e da Esquire, autor de cinco best-sellers, em entrevista recente para uma revista brasileira, em seu escritório de produção de seu programa em Manhattan, indagado sobre o que é ainda um mistério no campo da saúde, ele respondeu dizendo que:

“As relações amorosas ainda são um mistério, especialmente para os homens. Nós ainda não entendemos como a mente feminina funciona. Minha mulher não foge dessa regra da complicação. Às vezes, ela acorda e está com raiva de mim, e eu não sei bem o porquê. E, quando peço uma explicação, ela diz: É porque eu tive um sonho muito ruim com você”.

O Dr. Oz embora não tenha uma visão definida sobre a postura da mulher nas relações amorosas, entretanto não existe nenhum mistério, a mulher se torna facilmente compreendida quando é tratada primeiramente como gente, valorizada, respeitada e amada pelo seu parceiro, se não existe isso, se a relação não envolve esses elementos , se torna vazia, insossa, muitas vezes mantida apenas por interesses patrimoniais, por comodismo, para dar satisfação a sociedade, à família, ou até para preservar o equilíbrio emocional dos filhos. Então se a mulher se sentir amada, se torna clara, transparente, e o companheiro pode sentir toda a estrutura de sua alma, dos seus sentimentos e vê-la acordar no meio da noite sem raiva ou sobressaltos, mas com muita delicadeza e carinho…

Rita de Cássia Andrade

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Duas bolas, por favor!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

 

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.

Uma só.

Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.

Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.

A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de ‘fácil’).

Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.

E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em “acertar”, tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação…

Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem ânimo…

Às vezes dá vontade de fazer tudo “diferente”.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.

Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo.

Danuza Leão