Arquivo de janeiro de 2010

Quantas vezes…

domingo, 31 de janeiro de 2010

Quantas vezes nós pensamos em desistir,
Deixar de lado, o ideal e os sonhos;

Quantas vezes batemos em retirada com o coração amargurado pela injustiça;

Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade, sem ter com quem dividir;

Quantas vezes sentimos solidão, mesmo cercados de pessoas;

Quantas vezes falamos, sem sermos notados;

Quantas vezes lutamos por uma causa perdida;

Quantas vezes voltamos para casa com a sensação de derrota;

Quantas vezes aquela lágrima, teima em cair, justamente na hora que precisamos parecer fortes;
Quantas vezes pedimos a deus um pouco de força, um pouco de luz;
E a resposta vem, seja lá como for.
Um sorriso, um olhar cúmplice, um cartãozinho, um bilhete, um gesto de amor…
E a gente insiste…

Insiste em prosseguir, em acreditar, em transformar, em dividir, em estar, em ser…
E deus insiste em nos abençoar,
Em nos mostrar o caminho: aquele mais difícil, mais complicado, mais bonito…

E a gente insiste em seguir,
Por que tem uma missão…
Ser feliz!

Afinidade

domingo, 24 de janeiro de 2010

Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois…

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.

É o mais independente também. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades…
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa e o afeto no exato ponto em que foi interrompido…

Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo…
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.

É olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que
Parou sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas ou tiradas pela vida.

Acorda pra Jesus…

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Nesta noite precisamos mesmo acordar PARA JESUS.
Para contemplar a divindade Daquele que nos fez uma obra prima da natureza;
Para buscarmos entender o que Ele reserva para cada um de nós, exatamente, onde estamos e como estamos.

Acordar para um Jesus que se faz menino porque quer nascer nas nossas almas.
Acordar para uma existência Nele;
Onde todas as nossas necessidades são supridas na medida do SUFICIENTE.

Hoje eu preciso acordar pra Jesus, para AGRADECER…
Pelas maravilhas que tem feito na minha vida;
Mas, principalmente, pelas pessoas que tem colocado no meu caminho;
Que feito anjos me acolhem, me recolhem em seus corações magníficos e delicados, como VOCÊ.

Que neste despertar que a vida nos proporciona na transcendência divina;
Estejamos cada vez mais juntas, amigas, felizes e prontas para desvendar os mistérios da CRIAÇÃO.

(Mensagem enviada por Cassyra Vuolo para Rita de Cássia Andrade, doutorandas na UMSA/Argentina)

Corrida de sapinhos

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Era uma vez uma corrida… De sapinhos!
O objetivo era atingir o alto de uma grande torre.
Havia no local uma multidão assistindo.
Muita gente para vibrar e torcer por eles.
Começou a competição.

Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era: "Que pena! - esses sapinhos não vão conseguir.
Não vão conseguir".
…e os sapinhos começaram a desistir.
Mas havia um que persistia e continuava a subida, em busca do topo.

A multidão continuava gritando:
…que pena !!! - vocês não vão conseguir!"
e os sapinhos estavam mesmo desistindo um por um - menos aquele.

Sapinho que continuava tranqüilo…
Embora cada vez mais arfante.
Já ao final da competição, todos desistiram - menos ele.
E não é que ele conseguiu!

A curiosidade tomou conta de todos.
Queriam saber o que tinha acontecido…
E assim, quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova, descobriram…
Que ele era surdo!

Não permita que pessoas com o péssimo hábito de serem negativas, derrubem as melhores e mais sábias esperanças de nosso coração.

Lembre-se sempre:

Há poder em nossas palavras e em tudo o que pensamos…

Portanto… procure sempre ser positivo!

(autor desconhecido)

A parábola dos sentimentos

sábado, 2 de janeiro de 2010

Jesus
Ao despertar nesta manhã, após a passagem de uma noite alegre e festiva, acordei num estado de graça, na busca da compreensão das insatisfações humanas, a partir da incoerência dos próprios sentimentos que regem a vida, e visualizei um encontro, uma conversa bastante sugestiva entre a Paixão, o Amor e a Amizade.

A PAIXÃO não estava no seu melhor momento, mostrava-se ressentida com a sua repercussão diante do mundo, pois segundo ela, muitos a tratavam com pouco caso, não lhe davam o devido valor, vendo-a como uma ilusão transitória, efêmera, de duração limitada, e ainda lhe atribuem a fama de devastadora, de causar efeitos negativos por onde passa, destroçando a vida, a lógica e a razão de suas vítimas. Diante disso, o seu desejo era ser o amor, pois segundo ela, o mesmo é visto como firme, seguro, digno de confiança e responsável pelo equilíbrio entre os povos, incentiva a paz, a justiça e a fraternidade.

O AMOR, por sua vez, não se sentia tão satisfeito e adornado de tantas qualidades assim, pois, segundo ele, muitas vezes era confundido, incompreendido, mal entendido, provocando equívocos e erros irreparáveis na vida das nações e das pessoas. Dizia que nas relações interpessoais, era muito rejeitado, desprezado, repelido, ante a sua capacidade de tornar-se mais profundo, embrenhar-se, compreender, unir, ligar afetivamente, aconchegar e criar laços sólidos em um mundo tão instável. Reclamava ainda, que muitas vezes era confundido exteriormente com toda sorte de sentimentos, como pena, amizade, comodidade, conveniência, servindo de fachada em diferentes aspectos. E lembrava que em seu nome são cometidas muitas injustiças, armadilhas, enganos, manobras ardilosas para iludir, simulação, usura e lucro fácil. Por fim, profetizava que apesar da sua notoriedade, da sua boa reputação, enfrentava ao longo dos tempos uma grande dificuldade, que era a celebração de um encontro, uma aliança, entre ele e a JUSTIÇA, pois esta, na sua elevada vaidade de Deusa, raríssimas vezes lhe destinou um pouco de atenção. Dizia o amor, finalmente, que desejava ser a amizade, pois esta é uma vinculação sadia, de fraternidade, bondade, destinado aos homens e aos animais e não exige um compromisso mais intenso.

A AMIZADE, por outro lado, no seu modo de ver, também não se sentia em uma posição tão privilegiada assim, e o seu ofício não era tão simples quanto pensava o amor. Na avaliação da amizade, ela sofre de uma bipolaridade muito grande. Ora se manifesta de forma bem definida, clara, como sentimento fiel de afeição, ternura, camaradagem entre pessoas, e animais em um convívio social. Ora pode se apresentar muito além dessa vinculação de caráter social, abrigando outros sentimentos que não podem ser manifestados através da PAIXÃO e do AMOR, aumentando, assim, a sua responsabilidade como base dos sentimentos de fraternidade e benevolência. Muitas paixões, muitos amores, que tolhidos pelas impossibilidades tiveram que se acolher no campo da amizade, resguardando-se do rigor da reprovação, da critica e da divulgação e até mesmo da rejeição. Daí a amizade se considerar muito complexa e por vezes difícil de ser entendida e avaliada. Na verdade a amizade queria ser vista como a base de todos os sentimentos, o alicerce para a construção do amor, da paixão, do respeito, da consideração e da admiração, pois só assim, ela estaria sendo vista, como o sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre as pessoas.

Como nessa parábola alegórica e imaginária dos sentimentos, assistimos no cotidiano a insatisfação existente entre os seres humanos, enquanto protagonistas desses mesmos sentimentos e outros conflitos interiores, envolvendo a família, religião, matrimônio, profissão, emoções, e a própria sexualidade.

Muitas pessoas do sexo masculino, batizadas e registradas como Antônio ou João, gostariam mesmo de pertencerem ao universo feminino, e serem chamadas de Kátia, Paloma, Priscila, e vice-versa, havendo um manifesto descompasso entre o ser e o sentir, daí a afinidade, o comportamento sexual entre indivíduos do mesmo sexo. Ainda na linha tênue, sutil, entre o heterossexual e o homossexual, existe o individuo que não tem uma posição bem definida, ou numa outra leitura, aquele que fez a opção pelos dois modos de se relacionar sexualmente, mas nunca assumindo essa condição de verdade, pois ora deseja ser Maria, ora deseja ser João, gerando conflitos nocivos a uma existência emocionalmente sadia.

Seguindo nessa visão, observa-se diuturnamente que essa insatisfação acompanha todos os espaços do homem, pois quem está solteiro quer encontrar um companheiro, e/ou companheira, quer formar uma família, construir um lar. Quem está casado, não raras vezes pensa em se separar, construir uma nova vida, buscar novos horizontes, encontrar um novo caminho. Quem reside no sul deseja vir para o norte, viver no litoral, curtir as praias, o sol, o mar. Quem está no norte almeja ir para o sul, conhecer o progresso, andar de metrô, e sentir o frio. Já no campo da religião, existe uma vulnerabilidade muito grande, os católicos estão migrando para outras religiões, em busca de uma fé de resultados, de promessa de prosperidade, riqueza, cura, tudo, menos a salvação. Mas existe também esse movimento entre as outras religiões.

Na vida profissional nem sempre se faz a escolha certa, existe o médico medíocre que queria ser advogado ou engenheiro, e existe o engenheiro que nunca fez uma obra, pois queria ser pediatra. Nos relacionamentos, às vezes sonhamos encontrar a pessoa certa, que nos ame, admire, valorize, incentive, seja positiva em nossa vida, e quando isso acontece simplesmente descartamos, desprezamos, lhe tratamos com indiferença e desprezo. Por outro lado, às vezes dispensamos todo o nosso amor, carinho e atenção a quem não merece, nos machuca, humilha, nos trata com desdém, enfim, damos pérolas aos porcos, e assim caminha a humanidade em meio às suas contradições. Tal qual a insatisfação dos sentimentos, cada um tem as suas insatisfações, seus embates, sempre achando que a posição do outro é mais cômoda e confortável.

Portanto, em meio a tudo isso devemos ter mais consciência quanto às nossas escolhas, sejam elas profissionais, sentimentais, religiosas ou sexuais, pois fazemos parte de um contexto político e social, e todos os nossos atos mal elaborados, ou mal resolvidos, refletem em nossa vida e na vida das pessoas que estão à nossa volta, pois como disse Abraham Lincoln “podemos enganar alguns por todo tempo, todos por algum tempo, mas não podemos enganar a todos por todo tempo”.

Rita de Cássia Andrade