Os animais são sempre uma fonte de inspiração, de carinho e companheirismo. Estão sempre presentes na vida das pessoas, no cotidiano, na TV e nas propagandas. Na moda, mais ainda, são belas mulheres desfilando de oncinhas, zebras, cobras ou lagartos, a bordo de Valentinos, Blumarines, Puccis etc.
Por isso tive a feliz idéia de adotar uma cadelinha muito linda que lhe dei o nome de Pitty, em homenagem a roqueira intérprete de Equalize. Mas a minha Pitty além de muito fofa e companheira de todas as horas, também tem o seu lado glamouroso, aprecia banhos, pentear os cabelos e recorte, vive produzida, é sociável, gosta de circular na orla marítima, e quando passa está sempre despertando olhares de admiração e recebendo muitos apertos de adultos e crianças. Faz pose e não se faz de rogada diante dos flashes.
Ela é da antiga raça Lhasa Apso, criada durante séculos apenas pelos nobres e monges do Tibet. “Lhasa” é o nome da cidade sagrada da região e “Apso” poderá ter origem em cabra, devido à pelagem lanosa, ou “leão”, devido ao seu papel de protector de templos.
O Lhasa Apso é considerado um cão sagrado na sua Terra Natal. Os tibetanos acreditam que a alma de um homem virtuoso descansa no seu animal preferido, depois de morrer.
Como guarda de templos e mosteiros, ladrando furiosamente a desconhecidos, o Lhasa Apso é tido como um amuleto de boa sorte, mas teria de ser oferecido, não podia ser comprado. Assim, estes cães permaneceram desconhecidos do resto do mundo até ao início do século XX. Por volta da década de 1920, Dalai Lama começou a procurar apoios internacionais para a causa tibetana e ofereceu alguns cães desta raça como presente a diplomatas, sobretudo a britânicos.
A raça só se tornaria conhecida nos Estados Unidos da América uma década mais tarde. Mas a popularidade que conheceu foi imediata e em 1935 já tinha sido reconhecida pelo AKC, apesar de ter sido mal classificado como Terrier.
O Lhasa Apso é um animal de pequeno porte, cuja altura deverá ser de 25,4 cm de cernelha para os cães e um pouco menos para as cadelas.
Como um cão de sentinela pelos monges budistas do Tibet, é a guardiã da família, fazendo jus a famosa frase, “O cão é melhor amigo do homem”. Pois não se tem conheciemnto de uma amizade tão forte e duradoura entre espécies distintas quanto a do humano e do cão.
O Lhasa aparece nos quadrinhos da Turma da Mônica (Maurício de Sousa) representado pelo cão verde do Cebolinha,o Floquinho.
A Pitty é mesmo meu amuleto de sorte e proteção!